3 de nov de 2014

Rotatividade

Existem milhares de formas de expressão...
Quando eu era mais nova, gostava muito de desenhar, eu era uma acriança meio "nerdizinha", chegava, já pegava meus cadernos e livros e corria para a mesa pra fazer logo toda a lição que eu tivesse para fazer, muitas vezes até fazia lições que eu não deveria fazer, para "adiantar", mas quando minha professora mandava, aquela dita cuja pra fazermos em casa, eu apagava, e fazia de novo, tentando deixar a resposta melhor, ou se não tivesse "como" melhorar o conteúdo da resposta, eu fazia questão de deixar a letra mais bonita, fazia questão de deixar melhor do que estava antes -(sendo que na verdade quando eu apagava o que já tinha feito, o livro ficava borrado, e marcado sobre o que eu havia feito antes)-.
Eu queria terminar tudo que eu "tinha" que fazer logo, porque não queria levar broncas da minha mãe, e poder ficar livre para desenhar.
Eu sonhava com pessoas e lugares, e os desenhava... Via algumas coisas que outras pessoas não viam, e as desenhava,.. Eu desenhava aquilo que achava bom e bonito e guardava, e o que tinha medo, picava e jogava fora (acreditava que assim, conseguiria manter longe as coisas que me amedrontavam), e sinceramente, até que funcionou.
Conforme eu fui crescendo, e em pouco tempo mesmo tipo de vida, pequena, as coisas que aconteciam a minha volta, eram absurdas, até mesmo para uma criança, acabei me desligando dos meus desenhos e começando a prestar atenção em coisas de "gente grande".
Tentar desenhar depois de um tempo, foi praticamente impossível, só conseguia fazer os bonequinhos de pauzinho, ahahahaha me senti frustrada, mais não foi uma coisa que me abalou, mal dei importância... Hoje dizem que escrevo muito bem, eu não sei exatamente quando comecei a escrever, lembro de ter ganhado um diário, desses com chave pra deixar de baixo do travesseiro, da minha mãe, ele tinha todas as folhas cor de rosa, e eu achei ótimo poder escrever o que acontecia no meu dia igual nos filmes americanos (hoje vejo que na verdade minha mãe pegava a chave de baixo do meu travesseiro e lia tudo que eu escrevia, porque foi ela que me disse pra guardar a chave ali que "ninguém" nunca acharia era um ótimo esconderijo). Depois tive agendas, até conhecer o blog :D
Meu blog sempre teve textos extremamente pessoais meus, até então eu realmente colocava pra fora, aquilo que não me cabia no peito, não que agora eu não vá mais fazer isso, mas pode ser que notem alguma diferença... Eu sou a famosa "mulher de fases" Vivo mudando meu jeito de me vestir, o corte e cor do cabelo, troco de esmaltes toda semana, um dia estou escutando ronck'n'roll e no outro dançando axé me sentindo a nova loira, ou morena do tchan.
Hoje eu tenho planos a curto prazo que sei que sou capaz de realizar, e não estou muito distante.
Aqueles sonhos todos, ainda estão aqui, limpos, e bem confortáveis dentro de uma caixinha, super bem guardadinhos, pra no hora certa, eu simplesmente pegar a caixa, tirar a poeira da tampa, e velos ali, intactos.
Conforme o tempo vai passando algumas coisas dentro de nós vão morrendo, e de repente você se vê outra pessoa. A essência permanece a mesma, mas não tem como não mudar posturas, visões... A vida leva muita coisa, e traz muita coisa, o tempo inteiro, é eu acho que é assim mesmo que tem que ser, pelo que eu vejo é uma coisa inevitável, Eu percebi que me frajelei de mais por querer uma coisa constante, sólida; hoje eu sinceramente, penso só nesses planos próximos, que eu sei que vou conseguir realizar, e quem sabe poder aproveitar bem as experiencias, e escrever um livro com gravuras.

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